Intervenção: "Secas..."- Brenda Oliveira
Local: Centro histórico, de São Luís- MA
Data: 20/02/2013
É sentindo sem sentir-se, que expressamos o que não conseguimos falar. O corpo corresponde a uma estrutura anatômica poderosa para dizer o que a palavra não escreve, não traduz.
Algo angustiante nos
toma por vezes e preferimos guardar em nós, mas por que não expelir?
Oh palavra, tu,
palavra que me falta...nem preciso de ti, basta o meu grito silencioso em
um corpo que jaz em mim.
O meu sorriso...
Os meus sentidos...
O que procuro, já sei que perdi.
Busquei saber de uma dor que não era
minha. Absorvi angustias que como num suspiro, me invadiram e me fizeram dançar
uma dança ou chorar numa prisão em mim escondida.
Meu corpo escreveu sem letras, falou
sem voz, o que minha alma morta não vivia mais. Até andei por pedregulhos,
chorei seco... Vi o que não queria, liberei o que de mais triste em mim, em ti
havia.
Estava presa, escondida, seca...
... Vazia... sem entender o que minha
alma, de mim queria.
Brenda Oliveira da
Costa
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