Enquanto uma lágrima cai, meu sorriso se esvai, minha
lama se arranha numa alma sem a chama do desejo de ser...
Em um futuro com enganos e estranhos, me vejo e
estremeço, parado, não consigo mudar a cena que está a se formar.
As costas nada falam, são apenas negações. Sorrisos
não dados. Uma felicidade vã.
É mentindo que consegue ser o que desejas, sem sair do
lugar.
É neste momento que sinto o gosto salgado das lágrimas
que rolam em meu rosto.
Tudo até pareceu triste, mas como num estante em que
não ris-te, a tua verdade me encantou e tua alma em fim descobriu o viver.
Um viver poeta, que se realiza em sentidos
estremecidos, de instintos perdidos, de encontros do acaso.
Fechando os olhos nada vejo, silencio, e como que sem
desejo algum, adormeço em um sono nada comum.
Brenda
Oliveira da Costa
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