Até que ponto a criação deve ser limitada?! Arte é liberdade...quero sempre me sentir livre ao escrever... Quando crio algo quero ter a certeza que a minha essência estará lá, que quem for ler sentirá o que senti, se questionará, se inquietará também! São várias linguagens da arte...na dança uma alma... no canto, na música, meu coração... no teatro a vida que não é minha, que é sua ou apenas de um alguém!
domingo, 28 de julho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
A falta de amor é minha pobreza
Tenho
medo que me falte amor
Tenho
medo do que foi feito de você
Tenho
medo de não perceber que me tens amor
Tenho
medo de não sentir o Amor.
Tenho
medo de amar sem medidas
Medo de
despedidas... de encontros em vão
Tenho
medo de expor o que quero
Medo de
tudo que parece ser incerto
Tenho
medo da vida.
Tenho um
sentimento às escondidas
Tenho uma
voz tão vil.
Sou como
um jovem perdido, sufocado, quase esquecido.
Sou tudo,
sou nada...
Espero
que ela me ame.
Espero
que o desejo se inflame
Que a voz
alcance o que eu ainda nem senti
O que
sente?
Porque
resiste?
São
encontros em que não te vejo...
Eu tenho
medo
Medo de
falar e não ser ouvido
Medo de
gritar e ensurdecer um amigo
Medo de
ter medo ou não ter medo algum
Medo de
viver um vazio
Sendo um
ser tão comum.
Será que
sou assim mesmo?
Penso que
você me engana ao dizer-me quem sou!
Espero...
...espero...
Espero
que ela venha
Que numa
lua pequena
Eu
consiga ver, olhar
A verdade
esquecida
Tua
mentira esculpida, na luz quase extinta de uma noite que chega a me embriagar.
Despedida...
Diga
adeus a essa alma bendita
Que dizes
ser minha
Que nada
de minha tem
Não sei
se o que penso é tão estranho
Mas sei
que o medo é um engano
É um
tanto: “ah...não sei”.
por Brenda Oliveira.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Ser sendo
Não sou ninguém
Não sou apenas mais um alguém
Não ajo como você
Não sou personagem de mim
Sou o dedo no gatilho
Sou a lágrima da dor
Sou um sorriso na alegria
Sou o que eu quiser ser, mesmo quando nada sou
Já fui um nada
Já fui alguém
Hoje sou eu, em mais ninguém.
por Brenda Oliveira.
Há tanto em mim
Não vejo ainda o fim, só o começo.
Só o meio termo de um sentimento, que ainda vai existir.
Brotando, crescendo até a morte chegar,cansando-se de mim.
Será que morro de medo de morrer? ou morro pela morte que me
mata sem querer?
A morte me levará para o meu Amado.
Que me acolherá em seus braços e me dará a vida.
Eu nascerei de um parto sem dores.
Nascerei como a luz de todas as cores.
Serei tão bela quanto a beleza que não consigo
imaginar.
por Brenda Oliveira.
terça-feira, 28 de maio de 2013
A BAILARINA TORTA- Do corpo natural para um corpo que sente e se expressa.
Do corpo natural através do caminhar para um corpo que
sente e se expressa a partir de suas experiências e memória corporal.
A partir de movimentos simples
como: torção e extensão, que parti para a criação da minha partitura corporal,
na aula de Expressão Corporal, com o profº Leônidas Portella, docente da
Universidade Federal do Maranhão- UFMA.
Tivemos muitos estímulos para esta
criação. O próprio conhecimento de "como eu ando?" através dos
sapatos deixados ao lado de fora da sala de dança, foi o princípio do nosso
processo, o conhecimento anatômico é importante para se obter uma relação de
exploração ainda maior do nosso corpo.
Ao escutar uma música, por
exemplo, o corpo responde de maneira imediata, a um toque: toda ação a uma
reação, sendo através destes meios, o meu encontro com esta forma de expressão:
esta partitura corporal.
Quando partimos para uma criação
coreográfica a partir de movimentos cotidianos, tiramos de nós uma essência
extraordinária, onde, com o desenrolar do processo de criação, conseguimos
perceber a novidade, particularidade de nossa expressão, de nossa coreografia.
A não preocupação com a estética
do “belo” nos ajuda e faz-nos compreender que apenas o movimento importa, a
minha reação a partir de um toque, da busca pela repetição orgânica do meu
movimento, da interferência da música em minha partitura, em minha expressão.
A cada interferência nossas
experiências fazem com que reajamos de uma maneira particular, mesmo quando o
movimento que se esteja fazendo, seja uma reprodução/pura imitação, da
construção do outro indivíduo.
Através do olhar de um colega de
classe Fernando (Nando- idealizador do vídeo, de quem partiu o convite de
fazê-lo), tive a oportunidade de explorar meus movimentos em diferentes lugares
da Universidade Federal do Maranhão- UFMA, transmitindo através dele as
sensações que os diferentes lugares me causavam. Tive uma ajuda muito grande
quanto as mudanças bruscas do clima, ora sol ora chuva.
Como respondeu meu corpo em meio
a ambientes não familiares? Como respondeu minha partitura corporal? Será que
meus movimentos se mantiveram iguais, carregaram a mesma experiência?
Trabalhar em lugares ainda não
explorados por mim antes, fez com que em cada um deles minha expressão
corporal, já pré-definida, fosse novidade para mim mesma. Esta partitura em
nenhum momento, desde o meu primeiro experimento em sala de aula, foi igual.
Em cada repetição um sentimento
diferente, um movimento “velho/novo”, a cada segundo que passa nosso corpo,
nosso organismo já não é o mesmo, a partitura inicialmente criada e
aparentemente a mesma já modificou-se. Em cada lugar uma história a ser
explorada. Uma dança a ser criada.
A consciência do movimento é de
grande valia, saber o que se está fazendo, qual parte do corpo está se movendo,
quais músculos, articulações estão sendo movimentadas, dão maior verdade em uma
criação.
Cuidado sempre, pois esta
consciência do corpo é que permiti-nos passar a verdade de nossas sensações e
impressões corporais.
por Brenda Oliveira.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Real ?
Desenho, edição de vídeo: Diones Caldas.
Uma vez eu sonheiUma vez me perdi
E em uma outra vez...
... me encontrei.
Se um dia parei
No outro corri
Se desisti
No outro tentei
Se não queria assim
Um dia mudei
Virei
Senti....até não sentir mais nada.
Brenda Oliveira
Obrigada Diones por este belo presente, amo seus trabalhos, abraços!!
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Imaginação- protocolo elaborado a partir da disciplina "Pratica de Criação Dramática"
por Brenda Oliveira
“O mundo é uma foto em processo, somos um
registro visual de algo que queremos ser ou que buscamos combater em nós e no
mundo.” (Brenda Oliveira)
O
conhecimento de nosso corpo, corpo constituído de ossos, músculos e articulações
e corpo social, político, é essencial, pois ele é a nossa fonte de som e
movimento. Como afirma Boal, pois:
“[...] deve-se primeiramente conhecer o
próprio corpo, para poder depois torna-lo mais expressivo [...], deixando (o
espectador) de ser objetivo e passando a ser sujeito, convertendo-se de
testemunha em protagonista.” (BOAL, Augusto. Teatro do Oprimido e outas
poéticas. p 131).
Trabalhar o
consciente guardado em nós, ou seja, nossos registros memoriais, através de
fotos em “alto-relevo” (feito com os próprios indivíduos que contribuíram com
seus depoimentos), é o que gera uma consciência real da opressão que a muito
vivemos e calamos. Essa forma de fazer teatro foi a qual nos apropriamos em
sala de aula e a quem Boal intitulou de “Teatro- imagem”.
Começamos
todo o processo com um aquecimento, para reconhecimento corporal, com enfoque
nas articulações, brincamos uns com os outros, em um momento um indivíduo da
dupla era como um escultor a esculpir sua obra, utilizando-se das suas
articulações e assim depois o outro tomava a forma de escultor. Fizemos esta
dinâmica primeiramente parada, depois em movimentação por toda a sala de aula,
utilizamos dela para gerar uma desconstrução corporal, como bem indica Boal,
para que todo o corpo seja reconhecido em meio as suas dificuldades, traumas,
possibilidades de recuperação.
Logo em
seguida aplicamos o teatro- imagem com o objetivo de deixar que um indivíduo
fale através do grupo, em forma de imagens, este mantem- se como um escultor a
esculpir uma imagem, não podendo usar a fala, apenas expressões faciais sobre
qual a forma do rosto o indivíduo- escultura deve fazer.
Em sala,
dividimo-nos em quatro grupos, cada grupo, entre si, discutiram assuntos polêmicos
ou, até mesmo, não levados em questão por uma grande massa da sociedade, após
esta discussão, cada grupo evidenciou o seu tema, através de uma “cena”, única
e estática (imagem). Primeiramente ninguém do grupo pode falar nada a respeito
do assunto, apenas deixar que os corpos estáticos falassem. Os alunos que
apreciam a forma da imagem começam a expor suas ideias sobre qual seria o tema,
mesmo que errem o grupo- imagem ainda não interfere.
Depois de um
grande debate é que os compositores da “cena” dizem qual foi o assunto e assim,
todos juntos, referindo-me a todos os outros três grupos, com suas ideias,
formam uma nova imagem, isso se não acharem plausível e coerente com o tema à
imagem anterior.
O grande
objetivo é:
“[...] chegar a um conjunto modelo que, na
opinião geral, seja a concreção escultural do tema dado, isto é: este modelo é
a representação física deste tema!” (BOAL, Augusto. Teatro do Oprimido e outras
poéticas. p 144.)
Conseguimos
observar que em muitos momentos buscamos o mesmo ideal em meio a questões
sociais, mas por imaginarmos soluções diferentes, acabamos andando em círculos
e não solucionando. Devemos parar e perceber que o que realmente importa não é
a forma que a solução deve ter (voltando para as imagens), mas sim a solução
que irá acontecer e que beneficiará a todos. Precisamos de indivíduos que tomem
iniciativa, a ação é um grande progresso. Ter atitude é essencial. Parto de
Boal quando assim me coloco:
“Não diga o que pensa: venha e mostre.”
(BOAL, Augusto. Teatro do Oprimido e outras poéticas. p 145.)
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