segunda-feira, 17 de março de 2014

“Tanto amor é sempre tão só...”


Eu não gosto de despedidas. Não gosto de dizer “tchau” e muito menos “adeus”. Eu sinto muito por mim mesma, por passar tanto tempo só, não pelo fato de estar só, mas por estar cercada por uma multidão e me sentir tão fora de contexto.
Sofro... todas as vezes que lembro que passo tanto tempo longe dos meus Tesouros. Sofro... por que minha rotina é louca e o ar, o vento é o único e grande instrumento de aproximação. Por isso que sofro tanto...
É complicado ser sensível nos tempos modernos. É complicado querer estar perto estando longe. Complicado querer sorrir e só saber chorar. São coisas que nem o tempo consegue esclarecer. Penso por tantas vezes, que todos só sabem dizer “adeus”. Não sabemos mais o que é o “para sempre”.
Eu sempre tomo muitas decisões. Sou uma pessoa à procura eterna pela objetividade, nada de muitas palavras e poucos dizeres, por que muitos falam tanto e nada dizem. Minhas defesas se tornam armas em mãos alheias. Minhas decisões incomodam tanto, que até parecem ferir alguém, que não seja eu, é claro.
Eu tento entender uma coisa: “por que incomodo?”... e acho que sei a resposta... “Eu não me vendo”: aos seus sonhos, as suas vontades, as suas mentiras, as despedidas, a solidão.... Não me vendo, pois sei que a poeira sempre baixa, a maré vasa e por que sei, principalmente, que os pássaros irão cantar, seja um canto de dor, alegria, despedida ou pela procura de um romance. Um canto divino.
A vida dispara por uma longa ponte, mas tenho a impressão de que quem está do outro lado nunca conseguirá me abraçar... Sinto-me estranha ao pensar assim. Sinto-me um barco sem vela, que insiste em esperar o vento para se deslocar. Tola, assim nunca sairei do lugar. Louca, que não se importa em tentar. Apaixonada por minhas escolhas, minha vida, meu caminho...
Preciso... de alguma coisa que ainda não sei o que é... louca, como havia dito. Vivendo conflitos que eu invento para ter uma vida ‘agitada’, já que às vezes a calma me faz sufocar. Promovendo resoluções quando apenas o silêncio é meu consolo, meu grande plano de restauração. É isso...nada mais, nada menos. Não sou tudo, mas também não sou nada... Eu tenho um título que se difere do conteúdo do meu texto.

por Brenda Oliveira.

2 comentários:

  1. "Eu tenho um título que se difere do conteúdo do meu texto." Sem boas maneiras agora moça, essa foi fodaaaaaaaaaa! Hahaha parabéns!

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  2. kkkkkkk....você é uma louca mesmo.....
    Obrigada amiga!!
    Espero que NOTAS e mais NOTAS surjam no decorrer do meu pobre discurso!
    Abraços!!!

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