Eu não gosto de
despedidas. Não gosto de dizer “tchau” e muito menos “adeus”. Eu sinto muito
por mim mesma, por passar tanto tempo só, não pelo fato de estar só, mas por
estar cercada por uma multidão e me sentir tão fora de contexto.
Sofro... todas
as vezes que lembro que passo tanto tempo longe dos meus Tesouros. Sofro... por
que minha rotina é louca e o ar, o vento é o único e grande instrumento de
aproximação. Por isso que sofro tanto...
É complicado
ser sensível nos tempos modernos. É complicado querer estar perto estando
longe. Complicado querer sorrir e só saber chorar. São coisas que nem o tempo
consegue esclarecer. Penso por tantas vezes, que todos só sabem dizer “adeus”.
Não sabemos mais o que é o “para sempre”.
Eu sempre tomo
muitas decisões. Sou uma pessoa à procura eterna pela objetividade, nada de
muitas palavras e poucos dizeres, por que muitos falam tanto e nada dizem.
Minhas defesas se tornam armas em mãos alheias. Minhas decisões incomodam
tanto, que até parecem ferir alguém, que não seja eu, é claro.
Eu tento
entender uma coisa: “por que incomodo?”... e acho que sei a resposta... “Eu não
me vendo”: aos seus sonhos, as suas vontades, as suas mentiras, as despedidas,
a solidão.... Não me vendo, pois sei que a poeira sempre baixa, a maré vasa e
por que sei, principalmente, que os pássaros irão cantar, seja um canto de dor,
alegria, despedida ou pela procura de um romance. Um canto divino.
A vida dispara
por uma longa ponte, mas tenho a impressão de que quem está do outro lado nunca
conseguirá me abraçar... Sinto-me estranha ao pensar assim. Sinto-me um barco
sem vela, que insiste em esperar o vento para se deslocar. Tola, assim nunca
sairei do lugar. Louca, que não se importa em tentar. Apaixonada por minhas escolhas,
minha vida, meu caminho...
Preciso... de
alguma coisa que ainda não sei o que é... louca, como havia dito. Vivendo
conflitos que eu invento para ter uma vida ‘agitada’, já que às vezes a calma
me faz sufocar. Promovendo resoluções quando apenas o silêncio é meu consolo,
meu grande plano de restauração. É isso...nada mais, nada menos. Não sou tudo,
mas também não sou nada... Eu tenho um título que se difere do conteúdo do meu texto.
por
Brenda Oliveira.
"Eu tenho um título que se difere do conteúdo do meu texto." Sem boas maneiras agora moça, essa foi fodaaaaaaaaaa! Hahaha parabéns!
ResponderExcluirkkkkkkk....você é uma louca mesmo.....
ResponderExcluirObrigada amiga!!
Espero que NOTAS e mais NOTAS surjam no decorrer do meu pobre discurso!
Abraços!!!