Nunca se
imagina que esperar por uma resposta seja tão... Nunca se imagina que poderiam gostar
de ouvir sotaques, que não fosse os do bumba-meu-boi. Tentamos até fingir que
esperar não faz a menor diferença, mas são momentos de tensão.
Penso que as
estradas são almas obrigadas a viverem de mãos dadas, mas que ao mesmo tempo
nem sabem quem são. São vazias e perigosas. São cheias de histórias, mas
solitárias por obrigação. Essas estradas são camuflagens de vidas vagas, que
horas vem e por outras horas se vão.
Os carros passam na
velocidade da saudade. Os caminhões deixam um frio na barriga, que só a saudade
poderia explicar. Nesses momentos não vemos nada, só paisagens vagas de vidas
que não se sabe de quem são. Não sabemos quantas perdas, quantas incertezas foram fragmentadas na solidão.
Chega um momento, que dependendo do dia, tudo para. O calor aumenta e a temperatura dos corpos apenas vaga por estradas sem chão, sem asfalto. Estradas de carne, de sangue, de pulsações. Estradas que machucam, que se fazem de maduras e se esquecem de viver, de tentar. A essa estrada não se sabe ao certo como chegar.
Não sabemos quantas vezes os carros, por lá irão pregar. Não sabemos se encontraremos um bom mecânico para nos ajudar a caminhar, já que dirigir, não faz o menor sentido. Mas penso, que nesse caso, a solidão seja o melhor caminho para se viver as loucuras de uma viajem, as armadilhas da ansiedade, de esperar pela miragem, que não se sabe quem não projetou.
Chega um momento, que dependendo do dia, tudo para. O calor aumenta e a temperatura dos corpos apenas vaga por estradas sem chão, sem asfalto. Estradas de carne, de sangue, de pulsações. Estradas que machucam, que se fazem de maduras e se esquecem de viver, de tentar. A essa estrada não se sabe ao certo como chegar.
Não sabemos quantas vezes os carros, por lá irão pregar. Não sabemos se encontraremos um bom mecânico para nos ajudar a caminhar, já que dirigir, não faz o menor sentido. Mas penso, que nesse caso, a solidão seja o melhor caminho para se viver as loucuras de uma viajem, as armadilhas da ansiedade, de esperar pela miragem, que não se sabe quem não projetou.
Não entender
quantos passos, quantos anos, é interessante, pois a vida é passado, já é atraso
e por isso não vive, apenas lembra. Lembranças de horas e de festas. Lembranças
do que um dia se quis viver. Lembranças de loucuras que se cometeu, pela falta
de medo que hoje assombra. Lembranças de almas encontradas nas estradas
perdidas da solidão. E a noite é apenas uma criança... ainda!
por
Brenda Oliveira.
obs:
foto: pensandoetal.blogspot.com

A "noite", sempre tão enigmática em nossas vidas, cheia de surpresas.
ResponderExcluirParabéns pelo excelente texto.
Obrigada Leo...que bom tê-lo de volta por minhas NOTAS!!
ResponderExcluirAbraços....até!!