segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Estamos cercados...Não estamos armados, mas querem nos prender

                 Chega!! Chega de dizer como devemos caminhar, o que devemos amar e até que ponto devemos ser nós mesmos. Espero viver como eu quero, acreditar e defender aquilo que possa parecer incerto, mas que é verdade para mim.
                     Rótulos!! Rotule os seus conceitos, os meus não tem descrição, parecem não ter razão, nem fundamento, mas tem raízes e não surgiram do nada. Eu sou alguém.
                    Não me agrida!! Não sou saco de pancada, nem gosto de pancadaria. Se não agrado o seu mundo cult, ‘Paciência’...a vida é tão plena. Sorria então das minhas bobagens e ironias. Espero que eu não incomode, mesmo sabendo que isso é impossível. 
                    Liberdade!! É um grito que eu não deixo ninguém abafar, é a minha alma a falar, sem censura. Para que polícia se não sou bandida? Para que prisão, se a única coisa que mato é a mim mesma e as minhas palavras?
                   Ora...quantas vezes caminho pelas ruas e vejo pessoas nuas, vivendo a liberdade de serem só luz em uma noite escura. Quantas passadas em possas d’água fizeram de nós pessoas livres e humanas. Doces e rudes, quando preciso.
                   Novos tempos em que invejo a noite, odeio a lua, por saber que só ela poderá desfrutar deste momento de solidão tão pura, olhando o mar, sem ‘ninguém’ para amar, mas amando o mundo. Amando as águas que me tranquilizam e que me atormentam.
                   Eu paro!! Paro e vejo tudo e nada ao mesmo tempo, não consigo filtrar meus pensamentos, por terem tantas informações, culpas e emoções, que por vezes nem lembro. Não lembro de quando amei pela última vez, de quando chorei pela terceira e de quando odiarei pela primeira. Tudo é imprecisão.
                 Quase sempre me pergunto por que a infância se vai? Porque não posso parar o tempo? Sempre quero entender a vida, mas a vida não tem entendimento, é um abismo solto ao vento, é um sorriso a meia noite, que se desfaz.
                  Por isso, peço que pare!! Pare de viver por mim, pare de tentar entender o que nem eu entendo. Pare! ou Siga! Não sei até que ponto vai a sua ousadia. Não quero ser a censura que tanto odeio quando usam em mim, então fale, critique, odeie, ame, faça o que quiser. Seja livre, mas me deixe saborear a minha liberdade também.
                  Não quero!! Não quero e não aceito a prisão perpétua, preferiria mil vezes a pena de morte, do que a escuridão sem a luz da lua e das estrelas, do que o dia sem luz, sem o sol. 
                   É claro que não quero que minta para mim, mas isso não significa que preciso saber tudo o que pensa, tudo o que pra você pareça ser verdade. Aí você deve se perguntar: ‘quem ela pensa que é?’
                Eu irei rir bastante, por que eu não sei quem sou, ou sei e prefiro me esquecer um pouco, ou sempre, ou por algumas vezes. Neste instante, peço que não se engane ao tentar entender quem eu sou.
            Calma! É preciso calma, quando se quer conversar com alguém. Eu talvez até precise de um alguém, mas não se iluda, talvez ele não seja você. Ai...Não venho falar de romance, falo de conversa, palavras em transe, perguntas que eu não pude fazer, respostas que você não me deu.
                Agradeço!! Sua alma madura, a sua ternura e a raiva que poderá sentir.
                Desculpe-me!! Por não ser mimada, não ser princesa, não ser fada e por acreditar que tenho total direito de ir e vir, de gritar e calar, sorrir e chorar, de “ser ou não ser”, pois essa é a questão.

Brenda Oliveira.

2 comentários:

  1. Massaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Esse texto tem um tom esnobe, metido, realista, mas em contraposição é humilde em sua abordagem, o que o torna genial. Parabéns!!!

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  2. Obrigada Tiara...
    Até mais uma NOTA!!!

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