segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Talvez seja o inferno, talvez só a necessidade de escrever

Óh... Horrendas almas fétidas que se escondem na sua mesquinhez, com rostinhos finos e delicados, que não passam de escarros da alma.
Loucura da sanidade, insistir em ser perfeita, boazinha, sem espaço para a dor e histeria. A bolha em que vivemos às vezes explode e acabamos por deixar sangue espalhado por ai. Mas esse sangue não pertence a vós. Não vos ofenda pelo respingo, pois o ferimento, a dor, a morte virão sobre mim.
Óh... Sorrisos podres que se revelam a mim todos os dias. Cansados estamos de tanta zombaria. Do requinte na ameaça, do poder que não tens. Parecemos não ter alma, mas temos algo além dos ligamentos, músculos, articulações... Lesionamos o que temos dentro, ferimos além da matéria, amamos mesmo na miséria, na falta de amor.
Aprisionei a muito tempo os lobos que moravam em mim, a maioria morrera. Aos poucos só haverá loucura e delicadeza, cheias de grades secas, dentro de mim. Ouvirei o ruído sofrido, o pavor em todas as vezes que minto.
Eu não pertenço a mim. O meu lugar... ainda é um despertar.

 por Brenda Oliveira.

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