sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

·        "Talvez os outros não acreditem e insensíveis não me permitam continuar.Chega o grande momento de correr, ver que a ladeira assusta, mas que é emocionante subi-la e se deliciar da panorâmica vista do alto. É quando tudo parece pequeno, é quando você vence e se permite viver de um sonho.E que sonho!"
                                                                                                                       Brenda Oliveira da Costa

Hum...!

É cortante terminar algo que nem começou, mas viver daquilo que não existe é tolice.
Deve-se primeiro sondar o que ocorre, para ver, se o que se esconde é revelado e se a verdade que vive embriagada não poupa a si mesma.
Revele tuas façanhas e tire a máscara.

Brenda Oliveira


É sonho.

Mesmo parecendo estar tudo perdido eu paro, mas mesmo assim insisto em continuar acreditando que tudo vai dar certo.
Minha mente é bem teimosa, meio fora da realidade, pois prefiro acreditar que ela é uma farsa e que meus sonhos se tornarão realidade.
Partindo em busca do talvez impossível, é que percebo que eu consigo, basta eu acreditar.
Talvez os outros não acreditem e insensíveis não me permitam continuar.
Chega o grande momento de correr, ver que a ladeira assusta, mas que é emocionante subi-la e se deliciar da panorâmica vista do alto.
É quando tudo parece pequeno, é quando você vence e se permite viver de um sonho.
E que sonho!

Brenda Oliveira




É simples? Acho que...


Como que desejas seguir o seu coração, se nele não há uma, duas ou três setas indicando à qual caminho seguir e à qual risco estaria a se expor??
Queremos ser tão sensatos que chegamos a agir como tolos, loucos, em busca de uma grande ilusão que desinflame tal coração.
Tentar entender o inexplicável não seria, ou melhor, não é uma ação racional, pois afeta a "grande fórmula" que nos permite dizer que: No coração são guardados os mistérios mais perfeitos de uma doce desilusão.

Brenda Oliveira


Faltando

E quando a inspiração não vem, me deleito no vazio de minha mente, na escuridão dos meus pensamentos, no selvagem mudo do meu "eu" existente.
Um vazio surdo quase mudo, apenas um pouco calado.
Sempre que quero escrever nada vem em meu pensamento, então escrevo para tentar entender o que o nada me diz, e o que ele diz? Nada. Apenas sussurros, palavras que não consigo decifrar, em um dialeto superior ao que a raça humana poderia imaginar.
Quando nada se quer tudo se consegue, nossos sonhos, pensamentos aspirantes insistem em fugir, o que será que veem ao me ver?. Meu pensamento me esconde, mas como?, em quem?, onde?.
Que tédio, o vazio é um grande mal-entendido de um pensar egoísta, mesquinho. Ás vezes, penso mais para mim, esquecendo os pensadores extintos e os que estarão por vir.
Agora esta vindo o pensamento indefinido, vejo-o embaçado, pelo avesso. Só que agora cansei, cansei de tentar pensar.
O vazio já me escraviza, me ordena que mesmo sem querer, desista de tentar. Mas eu sempre estarei aqui...

Brenda Oliveira






Inconscientemente...

Vivendo um tédio, sufocado pelo abandono dos sonhos, talvez.
Querendo fugir dessa minha vida de certezas, quero surpresa, quero a beleza que ainda não vi.
Respirar esta minha racionalidade não está me fazendo bem, quero ousar, mas onde? E com quem?
Eu. Mim. Comigo mesma. Eu devo me bastar, senão serei uma mentira querendo sobreviver no real.
Falsidade, tirania de um mundo que vive em uma inundante melancolia.
Quero respirar, sem ter que pagar por isso.
Quero sorrir, sem deixar de ser e sem esconder-me.
Quero a pureza ainda mais pura dentro de mim. Quero um suspiro quase mudo.
Desejo o feio, pois nele esconde-se o que há de mais belo.
Quando tudo passa insisto em voltar, vivo no presente com o gosto doce do passado e com o amargo de não saber o futuro.
Fascinação, descontrole de pensamentos, olhos que não deveriam enxergar e mente que apenas vagasse.
Observando este insano desejo de me sufocar, matando-me em fantasia, em sono, para poder ressurgir em um novo dia, querendo quase como em um passe de mágica reanimar minhas forças, retomar meus sonhos e esgotar-me de felicidade, que não contenha prazo de validade.
Que teu, meu, minha, sua, tudo isso seja imortal, no meu passivo mental.

Brenda Oliveira

Mancha

Eu só sinto, não ter permitido antes.
Sinto, por não viver o amanhã,
Temo morrer e não conseguir te ver e saber quem és, digo isso, como em um simples reflexo desejoso em saber quem sou.
Às vezes, ajo em um grande vazio sendo esmagada pelo nada.
Tentar decifrar-me será uma perda de tempo, mas espero um dia me conhecer, em plenitude, realmente como sou. 
Brenda Oliveira