“E na estrada
esplendente do futuro”...
Penso por
tantas vezes que eu procurei uma palavra certa. Viver à risca o risco de viver.
Entendendo que a natureza humana é réu num crime inocente. Culpada, na morte de
quem não matou. Penalizada por viver esperando a esperança se concretizar.
Estar numa batalha
tão brutal, faz dessa cidade inóspita um latente habitat, que por anos é
esquecimento frente ao poder público. Estamos a 47 anos sufocados. Entre uma
média de mortes e massacres escondidos por essa oligarquia, pelo império de
facínoras enraizados no nosso Maranhão.
Temo que em
poucos meses, dias ou segundos a menina, Ana, assassinada; os ônibus que foram
queimados; as pessoas que não saiam de suas casas, sejam esquecidas. E tudo não
passe de mais uma lenda, como a da nossa “serpente” que dorme. Serpente que não
teve e continua não tendo direito á educação, a saneamento básico e ao voto
secreto.
Acho que
devemos trabalhar num sistema de troca com o governo: “quantas lagostas por um
verdadeiro investimento educacional, por exemplo?? Hã?! Quantas, entre tantas
outras barbaridades teremos que gritar para o Brasil, na tentativa desesperada
por liberdade? Ei. Ainda não, espero que até o final deste texto estejamos
conscientes desta realidade que muito nos assombra. Ela sempre nos assombrou.
Presos. Presos,
somos todos nós, o que difere-nos dos "presos tradicionais" é o presídio em que
estamos e pelo fato de não termos crime algum, a não ser o da busca por um Estado,
verdadeiramente, brasileiro, vivo e inserido nas cores e no sangue
verde-amarelo. Estamos mortos? Talvez sim. Mais de 60 mortes já aconteceram nas
penitenciarias maranhenses. Ergástulo que foi deixado de lado. A muito que não
são sinônimos de reabilitação. Quem entra, sai pior, ou nem precisa sair para
acabar consigo e com tantos outros “soltos” e sonhadores.
É. Meus caros,
2014 “chegou, chegando”, mas infelizmente, da pior maneira possível. Mas calma... teremos “130 milhões” para reestruturar os presídios do Maranhão... Será? Será
que é só isso que precisamos? Enquanto isso... somos ninados, colocam-nos para
dormir. O gigante dormirá até quando? Essa serpente continuará sendo só lenda?
A presidenta
está ciente de tudo que se passa aqui, mas quem liga pra isso? Não adianta
saber e fazer pouco caso. Saber e cuspir na nossa cara, pois só quem vive aqui
sabe o que foi, o que está sendo e o que será o Maranhão, se tudo continuar
caminhando conforme esta fúnebre canção, que não cansa de soar...
“Salve Pátria,
Pátria amada.
Maranhão,
Maranhão, berço de heróis”.
por Brenda Oliveira.

Ótima postagem, Brenda.
ResponderExcluirCom certeza existem muitas perguntas sem respostas tratando-se de Brasil!
Valeu e obrigada por sua presença aqui Leo....
ResponderExcluirAté...beijos!!!!