domingo, 28 de julho de 2013

Alma


Como um descanso
Eu canso.
Uma fortuna a fluir.
Teu desejo sem vir.
Um querer audaz.

Toda magia perdida, dissolvida em mãos tão vis.
Cabelos que caem que se põem
Tudo se entende
Tudo é confuso
Sentir o presente já é passado, logo seca

Um frio que me cerca
Teu calor que sufoca
Só vejo as amarras, não vejo cordas
Um terror fascinante
Tendo um brilho improvável

Um olhar vazio
Sempre num suspiro perdido
Quando tudo parece estar demais
Ele já não se sente
Sua dor é tão doente


Meus sentidos falecidos
Agora mortos percorrem o não destino
Não há caminho
Eu sinto
Eu vivo

O que choro é o que tu és
O que amo, é ele todo
Mas do todo, só vejo as partes
Só uma sombra do que me parece ilusão
É prisão que liberta

Solta, tua doçura é furacão
Teu silêncio um grito maldito
Um anjo em ascensão
A minha segurança na tua incerteza
Tua clareza na escuridão

Sempre vejo, nunca percebo
O que desejo é ser por inteiro
Como tu sabes ser
Sem perder, só a ganhar
Pensando o que és



Quando acho que estás só
Acordo com medo
Temo que volte forte demais
E se esqueça que um dia fui capaz
De te deixar ir.



por Brenda Oliveira.

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