terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Fragmentos de um Vestígio

Solidão...
...o vazio do que um dia foi "perfeito",

Uma nobreza esquecida, frágil.
Um passado que não morreu totalmente.
Palavras ditas no silêncio do esquecimento.
Janelas que observam mais do que pessoas nas ruas, que veem a vida passar.
O histórico se deteriorando de um passado ainda tão vivo.

Um grito...


Raízes que insistem em sobreviver num lugar que não é seu.


...65 passos que conceituam uma, entre tantas histórias.
Será que ainda se consegue Reviver o que apenas os olhos do passado querem conservar?

O canto dos pássaros se confunde com o clamor d'alma que ainda vive entre nossos casarões.
Um filme desbotado...
Cadeias, grades, cadeados...
Prisão do "belo novo" que um dia se contemplou.
A dor presente nos azulejos quebrados. A morte que não se detém em aparecer.
Seria, pois uma bela Praia Grande? ou um belo mar censurado por um instinto animal?

Em São Luís, o mar é sinônimo do que um dia foi e agora não é mais, pneus, latas, garrafas, tudo sem serventia. Mas mesmo assim, o esplendor natural insiste em ainda existir.

Um mar...antes receptor de tão grandes embarcações, hoje em seus braços embala o que não é servil ao homem.

O tempo parou...

Correu...
Andou...e na memória se estagnou! 

Brenda Oliveira 


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